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domingo

às vésperas do 20 de novembro

epopéia de zumbi
(nei lopes)

e de repente
era um, eram dez, eram milhares
sob as asas azuis da liberdade
nascia o estado de palmares
mas não tardou
e a opressão tentou calar não conseguiu
o brado da vida contra a morte
no primeiro estado livre do brasil
forjando ferro de ogum
plantando cana e amendoim
dançando seus batucajes
pilando milho e aipim
fazendo lindos samburás
amando e vivendo enfim
durante cem anos ou mais
palmares viveu assim
e a luta prosseguia
contra a ignorância, a ambição
até que surgiu zumbi
nosso deus, nosso herói, nosso irmão
ciente de que nenhum negro ia ser rei
enquanto houvesse uma senzala
ao invés de receber a liberdade
zumbi preferiu conquistá-la
e depois de mais três anos de guerra
o punhal da traição varou zumbi
foi a vinte de novembro
data pra lembrar e refletir
e hoje trezentos anos depois
um brado forte e varonil
ainda vem de pernambuco e alagoas
e se espalha pelo céu desse brasil

folga negro de angola
que ele não vem cá
se ele vier quilombola pau há de levar

(clique aqui para ouvir a canção)

egoísta: beatriz azevedo & josé celso

egoísta
(beatriz azevedo)

você disse que eu sou egoísta
egoísta é quem só pensa em si
como é que eu posso ser egoísta
se eu só penso em você

você é muito vaidosa
não quer dar o braço a torcer
você é muito exigente
já fez tanta gente sofrer

você não sabe como me machuca
quando diz essas coisas cruéis
coloquei meu coração a seus pés
conheci o perfume da dor

você tem tudo o que quer
e não quer tudo que tem
todos querem ficar com você
mas você não é de ninguém

carta de alforria

(letra para um possível samba)

quando você foi embora
eu não chorava eu não chorava
eu sorria, ai meu bem, eu só ria
quando você foi embora
eu sorria eu só sorria
quando você foi embora
foi carta de alforria

fiz um pacto de sangue com a liberdade
de agora em diante
só me deixo prender o coração
se for numa fina fita de brilhante

eu vou me mandar daqui
quero morar na casa felicidade
no barraco da filosofia
eu quero viver de verdade
quero curtir a minha carta de alforria
antes que seja tarde

quando você foi embora
eu não chorava eu não chorava
eu sorria, ai meu bem, eu só ria
quando você foi embora
eu sorria eu só sorria
quando você foi embora
foi carta de alforria

sábado

quarta-feira

john cage em belo horizonte

amanhã, dia 30 de agosto de 2007. às 19h no multiespaço (anexo ao museu das telecomunicações) - avenida afonso pena 4.001. entrada frança (75 lugares). vá ao jaguadarte [j] para saber mais detalhes.

terça-feira

quem fala de mim tem paixão

clique na imagem para visualizar melhor. o poema é de waly salomão, a música é de jards macalé.

segunda-feira

rodrigo chorinho

faço parte de uma geração privilegiada. em belo horizonte, convivo com alguns dos melhores músicos do país. aqui ainda não se tornou um grande pólo como difusão de discos, mas os artistas vivem sendo exportados. kristoff silva, érika machado, vítor santana, regina spósito, dudu nicácio, makely ka e maysa moura, marina machado, o sérgio pererê e o grupo tambolelê. a lista não acaba.

mas hoje eu quero falar de rodrigo torino. fui ontem ver a apresentação que ele fez lá no teatro francisco nunes. no programa, chorinho. principalmente composições dele. mas também: guinga, joão gilberto, maurício carrilho e baden powell.

rodrigo foi o ganhador do prêmio bdmg jovens instrumentistas. faz o curso do mestre maurício carrilho no rio de janeiro, onde aprende a fazer um choro moderno, diferente daquela coisa folclórica que (embora linda) sempre acaba ficando.

o que me pareceu surpreendente foi que, aquele músico tímido que conheci há mais de dez anos se tornou agora um artista completo. um compositor pronto, com senso de grupo e boa regência de toda a música no ato de tocar os arranjos feitos pelo grupo (um amigo me dizia que música só é música quando tocada ao vivo e a cores) – o que se revela principalmente nas composições dele. músicas como “duas saudades” trazem todo um gostinho brasileiro irmão de grandes mestres. há também outras composições como “em três”, onde os acordes delicadamente dissonantes se combinam com o compasso ímpar.

quando o assunto é interpretar, o cara não deixa para menos. me delicio em dizer que peças de baden, guinga e joão gilberto não são as mais bonitas do repertório. mas nelas também se revelam os bons instrumentistas da banda que faço questão de nomear aqui: dudu braga (cavaquinho), alaécio martins (trombone), nilton moreira (flauta), ramon braga (bateria e percussão), a participação especial do baixista italiano tommaso montagnanni e o próprio rodrigo torino (violão de sete cordas). vão dizer que sou suspeito para falar? então tome uma palhinha no my space:

www.myspace.com/rodrigotorino

terça-feira

cep 20.000 comemora 17 anos hoje


para quem estiver no rio: o cep 20.000 comemora hoje os seus 17 anos de poevídeomúsicartinvenção.

endereço novo, anota aí:

teatro do jockey
rua mário ribeiro, 410 (pra quem for de carro)
rua bartolomeu mitre, perto do hospital miguel couto (pra quem for a pé)

hoje, 19 de junho, às 20h.
confira mais detalhes no blogue do chacal: www.chacalog.zip.net

quinta-feira

samba do compositor recebe nei lopes [atualizado]





os freqüentadores do salamalandro sabem o quanto admiro esse sambista lingüista historiador da negritude brasileira, uma das melhores cabeças que já apareceram no país. quando postei esse cartaz da turma do samba do compositor, estava decidido a ir. mas chegado o dia, descobri que infelizmente não vai rolar. muito trabalho a fazer. uma pena.

que os deuses da áfrica tragam de volta uma outra chance boa de vê-lo cantar.

e peço a todos que puderem, que vão. e me contem

imperdível.
salve nei lopes!


Senhora liberdade

(Wilson Moreira e Nei Lopes)

Abre as asas sobre mim
Oh senhora liberdade
Eu fui condenado
Sem merecimento
Por um sentimento
Por uma paixão
Violenta emoção
Pois amar foi meu delito
Mas foi um sonho tão bonito
Hoje estou no fim
Senhora liberdade abre as asas sobre mim
Senhora liberdade abre as asas sobre mim

Não vou passar por inocente
Mas já sofri terrivelmente
Por caridade, oh liberdade abre as asas sobre mim
Por caridade, oh liberdade abre as asas sobre mim

sábado

ao som de maria bethânia

dia do meu aniversário, fui passar ao lado dela em salvador. tava bonita a festa. e agora sigo ao som de maria bethânia.

dia 4 de Dezembro
(letra e música de tião motorista)

no dia 4 de dezembro
vou no mercado levar
na baixa do sapateiro
flores pra santa de lá

bárbara santa guerreira
quero a você exaltar
é Iansã verdadeira
a padroeira de lá

tirirê, tirirê, relampejou
oh, tirirê, relampejou

tomara que chegue a hora
quero seguir procissão
vou com meu "liforme" branco
levo o meu chapéu na mão

as ladainhas cantadas
pelas beatas de véu
os homens cantam mais forte
pedem proteção ao céu

logo que a santa retorne
eu vou pro samba correndo
vou na barraca da Ornela
tomo uns limão, vou dizendo

pego Antenor, meu compadre
deixa essa cara de bicho
não vou sair desse samba
só saio se for no lixo

janine 1

pourquoi tu m'appelles janine
alors que j' m'appelle thérèse ?

pourquoi tu m'appelles ardèche
alors que j' m'appelle corrèze ?

pourquoi tu m'appelles triangle
alors que j' m'appelle trapèze ?

pourqoi tu m'appelles louis xv
alors que j' m'appelle louis xvi ?

pourquoi tu m'appelles oeuf coq
alors que j' mappelle omelette ?

pourquoi tu m'appelles hautbois
alors que j' m'appelle trompette ?

pourquoi tu m'appelles don juan
alors qu' j'ai une p'tite quéquette ?

pourquoi tu m'appelles képi
alors que j' m'appelle casquette ?


(por que você me chama de janine,
quando eu me chamo thérèse?

por que você me chama de ardèche
quando eu me chamo corrèze

por que você me chama de triângulo
quando eu me chamo trapézio

por que você me chama de ovo quente
quando eu me chamo omelete

por que você me chama de oboé
quando eu me chamo trompete?

por que você me chama de don juan
quando eu tenho um pingolete

por que você me chama de quépi
quando eu me chamo capacete?)

tá no disco le fil. de camille.
(procure o site na próxima mensagem)

camille - le fil

le fil. música boa por aqui tem de sobra. o brasil é privilegiado. um ouvido musical. que não é normal. já dizia caetano cantando. digo isso, porque tenho ouvido muita canção francesa contemporânea. e a conclusão que chego é que música boa de verdade, é raro.
nas minhas aventuras de professor de francês, encontrei muito pouca coisa que eu achasse realmente boa. é que o parâmetro de comparação é alto. em língua brasileira, é comum música e letra se casarem sem forçação de barra. mas em língua francesa, vi que os melhores cantores são aqueles de origem não européia. o problema não é a língua, é outra coisa. não arrisco a tentar explicar. e nós sabemos que não foi sempre assim(vide piaf & yves montand, satie & debussy, trovadores renascentistas & medievais).
mas tem quem fuja à regra. um cara chamado "M" e a ex-modelo carla bruni são bons exemplos. mas quero falar de um trabalho que me comoveu especialmente. estou falando do disco le fil da excelente cantora camille. trata-se de um disco que soa a eletrônico, mas que foi todo gravado com instrumentos acústicos. instrumentos não tradicionais. sons inventados. sons não-sons. feitos de boca, peito, sopro, mão. às vezes umas teclas. mais raramente.
ao ouvirmos "au port", a surpresa não é tanta quanto a que temos ao assistir o clipe. só pude perceber que ali não tem nenhum instrumento a não ser o piano quando vi a música sendo executada pela cantora e sua banda: 2 mecs que seguram um som que preenche todo o espaço.
isso sem falar nas letras que se comportam de maneira inventiva e divertida (janine 1). roçam a boa poesia francesa. não são poemas, sendo. deixo uma pequena palhinha, mas o conselho mesmo é que fuce no site-fio dela. lá tem clipe, palhinhas, brincadeiras, fotos e mais mais. vá lá:

terça-feira

música fora de foco




começa hoje e vai até o dia 20 de agosto, na fundação de educação artística o projeto "música fora de foco". a mostra traz um grupo de 6 artistas ou grupos que oferecem de diferentes maneiras, sua forma de renovar a linguagem musical.



veja a programação (sempre às 20h30):

terça-feira, dia 15: felipe amorim
quarta-feira, dia 16: o grivo
quinta-feira, dia 17: paulo álvares
sexta-feira, dia 18: tato taborda e alexandre fenerich
sábado, dia 19: chelpa ferro
domingo, dia 20: pex baa


a fundação de educação artística fica na rua gonçalves dias, 320 - funcionários (quase esquina com avenida getúlio vargas)

quarta-feira

música

tocar fogo nos próprios cabelos
ao som de uma música
de haendel

tocar fuga aos quatro ventos
tilintando oratórios e cervejas
num bar

blandir bandolins
numa tarde infinitiva sobre o mar

(oxum cantará para me proteger)

repetir este brilho
aos dedos e raios
dansantes de iansã

pois choverá a cântaros